Chamada de artigos aberta para o Dossiê: Educação Popular no Brasil Contemporâneo.




No Brasil contemporâneo assistimos, cotidianamente, uma crise que lentamente foi se instaurando. Esta plural crise, que afetou as mais variadas instituições nacionais, reafirmou uma série de estruturas de desigualdades sociais, políticas e econômicas. A educação, tomada anteriormente como possibilidade de estabilidade também entrou, significativas vezes, em desencantamento social. Em certa medida, este fenômeno também ocorreu devido a um afastamento entre a prática educacional e a vivência social experimentada. Nesta perspectiva, a educação popular não foi levada à prática com a mesma intensidade com a qual foi tantas vezes defendida - e quando foi, atendeu profundos interesses econômicos específicos. Assim, este dossiê busca analisar as possibilidades de se pensar a educação popular no Brasil contemporâneo em suas mais variadas possibilidades: seu histórico, sua vinculação com o poder e com as culturas nacionais, as políticas públicas, o estabelecimento de currículos, a formação de professores, as estruturas institucionais, as possibilidades metodológicas são, assim, apenas alguns temas possíveis de análise.

 
Profa. Dra. Fabiana Eckhardt (UCP)

Prof. Dr. Carlos Eduardo Rebuá (UFPB)

Prof. Dr. Leandro Couto Carreira Ricon (UCP)

 
O prazo para submissão de artigos para o dossiê "EDUCAÇÃO POPULAR NO BRASIL CONTEMPORÂNEO" a ser publicado no primeiro semestre de 2019 é até 15 de dezembro de 2018. Os artigos devem ser enviados para a revista, de acordo com as regras estipuladas na seção "Normas para Submissão". A revista aceita artigos gerais em fluxo contínuo.

Prorrogação do prazo de envio de artigos para o Dossiê: Do corpo da política à política dos corpos: Gênero, sexualidade e esfera pública em embates e (des) encontros.

Dossiê: Do corpo da política à política dos corpos: Gênero, sexualidade e esfera pública em embates e (des) encontros. 
Profa. Dra. Alcilene Cavalcante – Universidade Federal de Goiás – UFG
Prof. Dr. Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC
 
Lembrando que estamos aceitando também artigos livres!

Vol. 4 Nº 8, Jul.-Dez.2017

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Chamada de Artigos Aberta para o 'Dossiê: Do corpo da política à política dos corpos: Gênero, sexualidade e esfera pública em embates e (des) encontros'

Dossiê: Do corpo da política à política dos corpos: Gênero, sexualidade e esfera pública em embates e (des) encontros. 

Desde os anos de 1960, práticas e identidades sexuais e de gênero tomam lugar na agenda pública de diferentes países, em maior ou menor grau, de acordo com as configurações políticas neles estabelecidas. Além disso, constituem temas de representação de diferentes artefatos culturais, que, por essa razão, tornaram-se alvo de crítica – quando não de interdição.
Na esteira das elaborações foucaultianas, estudos sustentam que a sexualidade não se restringe ao aspecto pessoal, mas é social e política, além de “aprendida” e passível de ressignificação ao longo da vida de diferentes sujeitos. Implica identidade, escolhas, práticas, representações, que esbarram, costumeiramente, em questões culturais, morais e religiosas. Esse tema permite, dentre outras coisas, remontar o alcance da moral religiosa em sociedades e, ainda, como essa esfera têm influenciado as políticas, mesmo em Estados autodenominados laicos, relativas aos direitos individuais, em especial sobre os modos de se vivenciar o gênero e a sexualidade.
Estudos no âmbito da disciplina História têm apurado, na última década, a invisibilidade de abordagens relativas às sexualidades na historiografia brasileira, mesmo reconhecendo a circulação de alguns trabalhos esparsos sobre o tema. A naturalização da cis-heteronormatividade, como um discurso hegemônico, engendrada na própria produção de conhecimento histórico, constitui uma das hipóteses plausíveis para se explicar tal aspecto.
A proposta deste dossiê consiste, portanto, em reunir trabalhos que abordem gênero e/ou sexualidades relacionadas às questões políticas (por sua vez conectadas às questões religiosas, morais e culturais em geral), e assim, colaborar para a reflexão dessa relação que remete às tradições e às disputas de poder. Esse dossiê acolhe contribuições de todas as áreas das Ciências Sociais e Humanas. 

Profa. Dra. Alcilene Cavalcante – Universidade Federal de Goiás – UFG
Prof. Dr. Eduardo Meinberg de Albuquerque Maranhão Filho – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC


Prazo para o envio de artigos: até 10 de maio de 2018. 







Vol. 4, Nº 7. Jan.-Jul.2017






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Chamada de artigos para a composição do Dossiê Especial: “Memórias do Regime Militar no Brasil e uma Justiça de Transição Inacabada: vozes, propostas, estudos”.

Depois de um período de reorganização da memória dos diferentes setores da sociedade sobre o Regime Militar no Brasil – entre 1964 e 1985 –, importa-nos continuar, persistir ou retomar os estudos e as publicações em resposta às perguntas pelas novas estruturações mnêmicas que se fazem candentes. Embora a “memória social” não se confunda com a História – conforme é corrente compreender entre os historiadores, e, por conseguinte, exista, de per si, de maneira “autônoma” e “orgânica”, interessa-nos perceber as rupturas, as desconstruções, as descontinuidades e as reorganizações dos seus fios condutores. Reconhecidamente, os governos brasileiros engendraram uma “justiça de transição” tardia e inconclusa; em certos aspectos, a “justiça de transição” no país ocasionou frustrações em termos de negociações como “ajeites”, consecuções como “pesquisas realizadas” e resultados como “respostas” aos empenhos de parte da sociedade civil. No entanto, o trabalho da Comissão Nacional da Verdade e de outras comissões – merecedor de avaliações, de análises, e, por lógico, de críticas – demarcou um “tempo de memória” entre os anos de 2012 e 2014 (trata-se de uma memória maior em fase de “realinhamento”).
Decorridos mais de 50 anos do golpe civil-militar que instaurou o Regime Militar no Brasil, estimulamos, outrossim, a comunidade acadêmica à submissão de textos para publicações possíveis no Dossiê Especial: “Memórias do Regime Militar no Brasil e uma Justiça de Transição Inacabada: vozes, propostas, estudos”, na Revista Poder & Cultura, realizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) pelo Laboratório de História, Cinema e Audiovisualidades (LHISCA). Para a composição do Dossiê, estudos sobre o Regime Militar em seus mais variados aspectos – sociais, econômicos, culturais, entre outros, são bem-vindos, bem como as novas avaliações historiográficas da contestação à ditadura militar como “oposição ética”, como “desobediência civil” ou como “resistência política”. Da mesma forma, as novas análises do “modus operandi” do aparato informativo-repressivo – em seus mais diversos órgãos de atuação – são desejáveis para a composição do Dossiê. Experiências e histórias de vida, de traumas, de dramas e de tramas podem estimular a polissemia pretendida no Dossiê, pois, seja por meio de entrevistas, ou com fulcro em “documentos regulares”, entre outros aportes documentais, almejamos dar ouvidos às narrativas e às memórias de sofrimentos, de tortura, de exílio, de rupturas, de ausências e de retornos. As novas histórias sobre os movimentos sociais e com abordagem de gênero são apreciáveis para o Dossiê. Ulteriormente, importa-nos avaliar textos que contemplem as recentes concepções sobre a “justiça de transição” no país a partir de diferentes noções a respeito da CNV ou de outras comissões de verdade, assim como de iniciativas diversas dos governos ou de parte da sociedade civil. Esperamos pela contribuição dos pesquisadores dedicados às antigas e às novas abordagens sobre uma temática sempre vívida na produção historiográfica realizada no contexto de frágeis contornos democráticos no Brasil da “Exceção”, no Brasil da “Regra”.
Prof. Dr. Leandro Seawright Alonso – Universidade de São Paulo, USP.

Profa. Dra. Marta Rovai – Universidade Federal de Alfenas, UNIFAL.

Vol. 3, Nº 6. Jul.-dez.2016





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